quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O retorno (!)




Olá, pessoas. Não sei quantas visitas tive desde o último post, portanto não sei quantos são aqueles que notaram meu sumiço...

Bem, para quem não sabe (hehe, também, não contei....), na sexta-feira anterior ao último post, minha avó faleceu. Fiquei abaladíssima, queria morrer de tristeza (em todo caso, não precisa de muito para que eu queira morrer, já que sou meio depressiva...) e não pude acreditar em sua morte até ver o corpo. Isso de longe, diga-se de passagem. Achei que conseguiria chegar perto dela pra dar o adeus que, no final das contas, tinha dado por telefone e nem tava sabendo...

Mas não consegui. Só de vê-la estendida sobre a mesa do hospital já fiquei sem rumo. Fiquei muito surpresa com a reação do meu pai naquele momento. Foi até lá, juntou as mãos dela sobre o corpo, tocou sua cabeça como se estivesse rezando brevemente e saiu comigo, que, àquela hora, já estava quase escorregando pela parede de tanto que chorava.

No sábado, quando foi o velório e sepultamento dela, ele já estava chorando um pouquinho na sala do velório. Quando subimos para o cemitério, achei que ele fosse passar mal, de tanto que começou a chorar. Mas depois passou. Acho que, naquele momento, ele estava REALMENTE se despedindo dela pra sempre.

Não sei qual é a crença de cada uma de vocês que me visitam, e não quero ofender ninguém com o que vou dizer, mas foi o adeus à personalidade dela. Ela, como mãe dele, morreu, não existe mais. E acho que, pra personalidade do meu pai, foi bem difícil se desligar dela. Assim como pra mim também foi. Mas, depois de 83 anos, foi um alívio. Tanto pra ela quanto pra nós.

Eu explico. Minha avó sempre foi uma pessoa muito difícil. Mesmo amando ela de paixão, não conseguia me aproximar mais dela como quando eu era criança e não sabia desse lado dela. Mas, apesar de tudo, ela era minha avó. Eu a amei demais. Muito mesmo. Está sendo difícil pra mim até escrever isso, porque, escrevendo esse post, estou me confrontando com esse sentimento de perda neste momento.

Mas tudo o que não quero é prendê-la aqui com meus pensamentos e sentimentos, pois isso é horrível. Às vezes sinto que ela ainda está por perto. Levemente, é verdade, mas sinto. Até mesmo minha mãe sente isso de vez em quando. Acho que ela foi pega de surpresa. Mas, pelo fato de eu sentí-la de forma fraca, acredito que já está compreendendo o que aconteceu e sentindo que não deve permanecer aqui por muito mais tempo.

É isso. Precisava desabafar, explicar porque sumi assim, por mais de uma semana... Estamos levando a vida, porque agora, mais do que nunca, isso é imperativo. Senti que um ciclo se fechou, que chegou ao fim. Só me arrependo um pouco por não ter feito tudo o que podia por ela, que sempre viu em mim a imagem da filha que morreu há muitos anos.

Beijos para todas, e obrigada àquelas que gastaram cinco minutinhos de seu tempo lendo essa postagem de regresso.

Um comentário:

  1. Obrigada pelo comentário em meu blog, Carolina. Como pode perceber, eu não cuido bem dele hihihi...

    Realmente sou muito caprichosa, AMO tricotar e crochetar, mas o pouco tempo para ambos já significa um tempo menor ainda para o blog.

    Um abraço.

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